quinta-feira, 28 de novembro de 2019

ASSIM...

Zildo Gallo


As coisas andam
E estão
Nem pés
Nem cabeças
Arrastando-se
Sem direção
Assim, vêm e vão...
Assim, vão e vêm...
Em fechado círculo
Em eterna repetição
Assim, as coisas se vão
Entre aventuras vãs
E desventuras tantas
E tontas...
Assim o mundo vai
Girando seu círculo
Em círculos...
Em círculos...
Assim as coisas são
Eternas repetições
Que vêm
E que vão
E que vêm...


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

BANANAS


Zildo Gallo


Àqueles que obstruem o meu caminho
Eu digo apenas
Leiam Mario Quintana
E lhes dou grande banana
Não tenho a mesma finesse
Daquele poeta bacana



sexta-feira, 25 de outubro de 2019

HORIZONTE


Zildo Gallo


Em tempos de atirar pedras
Há que se plantar flores

Em tempos de fúrias
Há que se espalhar risos

Em tempos escuros e medonhos
Há que se semear esperanças

Flores nas mãos
Sorrisos nos lábios
À espera das luzes
Na linha do horizonte

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

LEVEZA: um pedido


Zildo Gallo


No entreato da existência
Entre tantos e tontos
Vagando pelos salões escuros
Dos desejos irrealizados
Velhas Remingtons e Olivettis
Livros sujos
Papéis amarelados
Um último desejo assalta-me a alma:
A existência poderia ser muito mais leve
De sustentável leveza

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

LEVEZA DA VIDA


ZILDO GALLO


As águas fluem de cima para baixo
Os vapores trafegam de baixo para cima
Mas ambos sempre serão a mesma coisa
E ambos podem endurecer-se ao intenso frio
A vida vem das águas e as imita
Todavia, a vida sempre parece bem mais dura

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

AS ALEGRIAS

Zildo Gallo


Por onde andam as alegrias?
Encolhidas em meio aos escombros?
Assustadas?
Fugindo dos seres noturnos?

Zumbis sonâmbulos espreitam
Em toda esquina penumbrosa...
Trolls, orcs e ogros também...

Onde andam as alegrias?
Em quais corações elas se recolheram?

Quem sabe se abrindo largos sorrisos
E liberando contagiantes gargalhadas,
Ainda que a fórceps arrancados,
Elas apareçam,
Aos poucos,
Devagar,
E abram,
Cuidadosamente,
Ainda que tomadas pela desconfiança,
As portas fechadas nos becos medonhos
E preencham os espaços esvaziados,
Paulatinamente,
Com as luzes dos sóis interiores.

HAICAI DO DIA – 31/10/2026

Zildo Gallo   DILMA ELEITA PRIMEIRA PRESIDENTA DO NOSSO BRASIL               SÉRIE EFEMÉRIDE DO DIA